CDB: O Que É e Como Funciona Esse Investimento em Renda Fixa

Atualizado em 9 de Janeiro 2026
CDB: O Que É e Como Funciona Esse Investimento em Renda Fixa

Se você chegou até aqui buscando “cdb o que é”, a resposta direta é: CDB é um investimento de renda fixa emitido por bancos para captar dinheiro e financiar suas operações. Em troca, o banco paga juros ao investidor em uma data combinada. Mas entender só a definição não basta. O que muda de um CDB para outro? Quando ele faz sentido na sua carteira? E como encaixar esse título em diferentes perfis para equilibrar risco e retorno? É isso que vamos destrinchar de forma prática.

CDB: o que é e como funciona na prática

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Você empresta dinheiro ao banco e recebe de volta o valor investido acrescido de juros. Esses juros podem seguir três formatos: pós-fixado atrelado ao CDI (por exemplo, 100% do CDI), prefixado (uma taxa fixa, como 11% ao ano) ou híbrido, atrelado à inflação (IPCA + uma taxa fixa).

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No dia a dia, o CDB funciona assim: você escolhe a taxa, o prazo e a liquidez. Em alguns casos, pode resgatar quando quiser (liquidez diária); em outros, só no vencimento. Quanto maior o prazo e o risco do emissor, maior tende a ser a taxa. Bancos médios oferecem rendimentos mais altos para atrair investidores, enquanto bancos grandes pagam menos porque têm mais reputação no mercado. Se quiser aprofundar, confira este guia completo sobre CDB investimento.

CDB é seguro?

O CDB é considerado um investimento seguro dentro do universo de renda fixa, principalmente quando coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). O FGC protege até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Isso mitiga o risco de crédito do banco emissor. Ainda assim, diversificar emissores é uma boa prática.

Há outros riscos a observar. O primeiro é de liquidez: muitos CDBs não permitem resgate antecipado, então você precisa casar prazo e objetivo. O segundo é de marcação a mercado: em CDBs prefixados e IPCA+, se você vender antes do vencimento (quando houver mercado secundário), o preço pode oscilar com os juros. Mantendo até o vencimento, você recebe a taxa combinada.

CDI x CDB: qual a diferença?

CDI é um índice, uma taxa de referência entre bancos. CDB é o título que você compra. Quando você vê “CDB 105% do CDI”, significa que o seu rendimento vai acompanhar o CDI multiplicado por 1,05 até o vencimento. No dia a dia, o CDI anda muito próximo da taxa básica de juros, mas não são a mesma coisa.

Tipos de CDB e quando usar

Para objetivos de curto prazo e reserva de emergência, o CDB pós-fixado com liquidez diária costuma ser o mais prático. Ele rende um percentual do CDI, permite resgate a qualquer momento e evita surpresas de preço no meio do caminho. Para metas de médio prazo, o CDB pós-fixado sem liquidez geralmente paga taxas melhores. Já para horizontes de 2 a 5 anos, prefixados e IPCA+ podem travar bons retornos — os prefixados se beneficiam se os juros caírem, enquanto os IPCA+ preservam o poder de compra.

Uma leitura útil é associar o tipo de indexador ao seu objetivo: pós-fixado para previsibilidade e liquidez, prefixado para capturar a queda de juros, IPCA+ para proteger contra inflação sem abrir mão de uma taxa real.

Tributação e custos: o que afeta o seu ganho

CDB tem Imposto de Renda pela tabela regressiva, incidindo apenas sobre os juros: 22,5% até 6 meses; 20% até 12 meses; 17,5% até 24 meses; 15% acima de 24 meses. Não há come-cotas. Se resgatar muito cedo, pode incidir IOF nos primeiros 30 dias, o que reduz expressivamente o rendimento. Custos de plataforma geralmente são embutidos na taxa ofertada, e você não paga taxa de custódia típica como no Tesouro Direto. Sempre confirme no momento da aplicação.

Como investir em CDB passo a passo

  • Abra conta em uma corretora ou no banco que ofereça o CDB desejado, verificando se há cobertura do FGC.
  • Compare taxa, indexador, prazo, emissor e liquidez. Dê preferência a emissões com FGC e diversifique instituições.
  • Leia a lâmina do produto e confirme tributação, possibilidade de resgate e regras de crédito.
  • Aplique o valor e acompanhe pelo app. Se não houver liquidez diária, planeje segurar até o vencimento.

Dica rápida: na Comparabem, você filtra CDBs por taxa (ex.: 105% do CDI), prazo (ex.: 180 dias, 2 anos), liquidez (diária ou no vencimento), emissor e FGC. Dessa forma, você enxerga o custo de oportunidade entre alternativas semelhantes. Para entender como funciona a liquidez ideal, acesse também nosso artigo sobre CDB Liquidez Diária: Como Funciona, Vantagens e Vale a Pena?

Simulações objetivas: risco e retorno lado a lado

Para tornar a decisão concreta, considere o cenário hipotético de CDI a 10% ao ano. Veja como três CDBs se comportariam:

  • CDB pós-fixado 100% do CDI com liquidez diária por 1 ano: rendimento bruto de cerca de 10% a.a.; após IR de 17,5%, retorno líquido aproximado de 8,25% a.a. Risco baixo, alta liquidez e cobertura do FGC.
  • CDB pós-fixado 110% do CDI por 2 anos (sem liquidez): bruto de ~11% a.a.; após IR de 15%, líquido de ~9,35% a.a. Risco moderado pelo prazo e pelo emissor; sem liquidez até o vencimento.
  • CDB prefixado 11% a.a. por 2 anos: se mantido até o vencimento, líquido de ~9,35% a.a. com IR de 15%. Se os juros caírem, você tende a sair ganhando em relação ao CDI; se os juros subirem, perde competitividade no meio do caminho.

Agora, um híbrido para proteger poder de compra: CDB IPCA + 5,5% por 3 anos. Com IPCA hipotético de 4% a.a., o bruto seria ~9,5% a.a.; líquido, ~8,08% a.a. Esse título preserva seu dinheiro contra inflação e entrega uma taxa real contratada, desde que você fique até o vencimento.

Repare como o trade-off aparece com clareza: mais liquidez tende a significar menor taxa; prazos maiores e bancos médios pagam mais, mas exigem planejamento; prefixados e IPCA+ pedem horizonte longo para evitar o risco de marcação a mercado. Se quiser saber mais sobre como maximizar ganhos com CDB, veja nosso conteúdo sobre CDB Rendimento: Como Calcular e Maximizar Seus Ganhos Hoje.

Onde o CDB entra na sua carteira? Estratégias por perfil

Uma boa carteira distribui funções: caixa para imprevistos, amortecedores de oscilação e motores de retorno. O CDB pode ocupar mais de um desses papéis, dependendo do tipo.

Perfil conservador, foco em segurança e liquidez. Imagine 70% em CDB pós-fixado com liquidez diária (100% a 105% do CDI), 20% em CDB pós-fixado com vencimento de 1 a 2 anos (105% a 112% do CDI) e 10% em IPCA+ curto (2 anos). Resultado esperado, num cenário de CDI a 10% e inflação a 4%: retorno líquido médio anual entre 8,3% e 9,1%, com baixa volatilidade e resgates para emergências sempre disponíveis. Risco de crédito mitigado pelo FGC e por diversificação de emissores.

Perfil moderado, equilíbrio entre liquidez e taxas melhores. Uma composição possível é 40% em CDB de liquidez diária, 40% em CDBs pós-fixados de 2 a 3 anos (108% a 115% do CDI) e 20% em CDBs prefixados de 2 a 3 anos. Mantidas as hipóteses acima, a carteira pode entregar algo entre 8,8% e 10% líquido ao ano, com liquidez parcial e um pouco de sensibilidade a juros nos prefixados. O risco é controlado, mas a disciplina de manter até o vencimento importa.

Perfil arrojado, horizonte longo e tolerância a oscilação. Pense em 25% em caixa (CDB liquidez diária), 35% em pós-fixados de 3 a 5 anos (110% a 120% do CDI), 25% em IPCA+ de 3 a 5 anos e 15% em prefixados. Em um ciclo de queda de juros, os prefixados tendem a sobressair; se a inflação persistir, os IPCA+ protegem seu poder de compra. Expectativa líquida pode variar entre 9% e 11% a.a., com maior prêmio por prazo e menor liquidez.

Esses percentuais são exemplos didáticos. O ponto é visualizar o CDB como peças diferentes: um bloco líquido para o dia a dia, outro de prazos para capturar taxas, e um componente indexado à inflação para blindar valor real. Ao comparar no mesmo emissor e prazo, observe sempre quem paga mais pelo mesmo risco.

CDB x Tesouro Selic x LCI/LCA: quando escolher cada um

Se a sua prioridade é segurança soberana e liquidez, o Tesouro Selic costuma ser o padrão-ouro, com menor risco de crédito e liquidez diária pelo Tesouro Direto. Em contrapartida, pode render menos do que CDBs pós-fixados de bancos médios em algumas janelas, e há custos específicos do Tesouro que impactam rentabilidade.

Já LCI e LCA têm isenção de IR para pessoa física, o que pode tornar uma taxa bruta menor mais atrativa no líquido. A questão é que prazos costumam ser mais rígidos e a oferta, mais limitada, especialmente quando você procura liquidez diária. Para comparar com justiça, coloque tudo em base líquida: um CDB a 110% do CDI com IR de 15% pode bater uma LCI a 95% do CDI, por exemplo, a depender do prazo.

No mundo dos pós-fixados, o CDB é um “meio-termo” entre taxa e praticidade. Ele costuma superar bancos grandes quando o emissor é médio e o prazo é maior, sem abrir mão da proteção do FGC. A jornada para entender o CDB melhor fica mais fácil com recursos dedicados como o nosso artigo principal sobre CDB.

Como comparar CDBs de forma inteligente

Antes de aplicar, faça três perguntas simples. Primeiro: qual é o meu objetivo e prazo? Reserva pede liquidez diária; metas de 2 a 5 anos permitem ir atrás de taxas melhores. Segundo: quem é o emissor e há FGC? Prefira diversificar entre instituições, respeitando os limites de cobertura. Terceiro: quanto rende no líquido? Coloque as ofertas lado a lado já com IR estimado e prazo.

Na Comparabem, você visualiza essas variáveis de forma padronizada, o que facilita ver o custo de oportunidade. Se dois CDBs têm o mesmo prazo e o mesmo emissor, a taxa maior vence. Se a taxa é parecida, a liquidez e a reputação do emissor podem ser o desempate. E se você estiver entre pós-fixado, prefixado e IPCA+, pense no cenário de juros e inflação para o seu horizonte: pós-fixado para previsibilidade, prefixado para queda de juros, IPCA+ para proteção real.

Leve o CDB do conceito à prática

Agora que “cdb o que é e como funciona” deixou de ser dúvida, o passo seguinte é usar o CDB como ferramenta, não como fim. Defina seus objetivos, separe a parcela líquida para emergências e crie uma escada de vencimentos para metas futuras. Compare taxas, emissor e liquidez no mesmo quadro, sempre em base líquida. Ao combinar CDBs pós-fixados, prefixados e IPCA+, você equilibra a carteira entre previsibilidade, proteção contra inflação e oportunidade de ganhos quando os ciclos de juros mudam.

Com informação clara e comparativos objetivos, você transforma a renda fixa em aliada do seu plano financeiro. E quando precisar colocar as ofertas lado a lado, a Comparabem está aqui para ajudar você a decidir com dados, sem adivinhação. Veja tudo isso e muito mais em nosso portal completo de CDB.

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