Inteligência Financeira

Submitted by Laura M Rodriguez on sex, 10/11/2013 - 14:41

Geralmente aprendemos a ser inteligentes em dois planos ou dimensões: racional e emocional. A primeira foca no fato de sermos ágeis para desenvolver um pensamento abstrato e raciocinar, compreender ideias complexas e dar solução a problemas que requerem pensamento analítico e racional; a segunda empenha-se em sermos capazes de reconhecer e dominar não apenas nossas emoções e sentimentos como também os de quem estiver ao nosso redor. Porém, não fomos ensinados a sermos inteligentes em matéria econômica nem financeira.

Por um lado, a inteligência econômica refere-se à habilidade que nos permite aprender a gerar recursos para poder alcançar o nível de vida que desejamos; ou seja, significa aproveitar nossas capacidades pessoais para obtermos dinheiro e ganhos. Por outro lado, a inteligência financeira é a aptidão que temos para desenvolver hábitos financeiros que nos permitam administrar eficientemente nosso dinheiro, as vezes por via de investimentos, poupança, e outras por via de um adequado financiamento.

Caso deseje um alto QI Financeiro, é revise estas cinco perguntas:

  1. Como estou organizando meu dinheiro?

  2. O que começa bem, termina bem. É muito importante termos ciência da quantia total que ganhamos semanal, quinzenal ou mensalmente. Ainda que custe crer, a maioria de pessoas não sabe dizer com exatidão o quanto ganham e, portanto, não sabem exatamente quais suas despesas. Devemos estabelecer um método para organizar nossos ganhos e assim poder distribuí-los entre as obrigações assumidas, que podem incluir tanto gastos quanto poupança e investimento. Há grande variedade de opções, desde a tradicional conta de poupança até aplicações tecnológicas.

  3. Como estou assumindo meus compromissos?

  4. Muitas vezes honramos nossos compromissos sem termos claro de onde é que estamos tirando o dinheiro. Não se deve despir um santo para vestir outro, isto é, devemos saber se estamos esvaziando um orçamento para cobrir outro ou se estamos nos endividando para poder pagá-lo. É extremamente importante estabelecermos objetivos e prioridades quanto a gastos como também determinar um orçamento para cada um, evitando que se tornem um pesadelo.

  5. Tenho um excedente para poupança ou investimento?

  6. Se assumir nossos compromissos é fundamental, para ser um gênio financeiro devemos destinar parte do nosso dinheiro para investimentos e poupança. Por mínima que seja, será importante e representativa no futuro. Poupar nos permitirá construir um capital que poderá se utilizar para alcançar algum objetivo já proposto, como viajar, comprar casa, carro, estudar, etc.; enquanto que investir será uma excelente ferramenta para multiplicar nosso dinheiro: ações, propriedades, divisas, etc.

  7. É necessário um crédito?

  8. Os créditos não são perigosos, mas não saber administrá-lo é arriscado sim. A inteligência financeira nos permitirá ter acesso a créditos que não ultrapassem nossa capacidade de endividamento. Endividar-se acaba não sendo nocivo desde que se disponha dos recursos necessários para assumir a dívida, sem que isto afete nossa qualidade de vida.

  9. O que fazer com as novas entradas de dinheiro?

  10. Já recebido o retorno pelo nosso investimento, ou quando tivermos poupado certa quantia, deve-se dar o seguinte passo. Qualquer pessoa com pouca inteligência financeira, com certeza, irá usar esse dinheiro para consumo: roupa nova, mudar de carro, reparos na casa, remodelação da casa, férias, etc; uma pessoa financeiramente inteligente teria que reinvestir esse capital para multiplicar seu dinheiro. As novas entradas de dinheiro não devem desaparecer das nossas mãos e sim ajudar-nos a alcançar nossa liberdade financeira através do efeito multiplicador do reinvestimento.